Dor ao caminhar pode não ser cansaço nem problema ortopédico.
A diferença entre uma dor muscular comum e a dor com intervalos regulares (claudicação intermitente), sinal clássico de obstrução arterial nas pernas.
Imagine a seguinte cena: você começa a caminhar e, exatamente após 200 ou 300 metros, surge uma cãibra dolorosa e profunda na panturrilha que o obriga a parar. Você descansa em pé por 3 a 5 minutos, a dor desaparece por completo, mas basta recomeçar a andar que a mesma dor reaparece com precisão matemática.
O Fenômeno da Claudicação Intermitente
Esse quadro tem nome médico: claudicação intermitente. Ele é o sintoma cardinal da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP). Diferentemente das dores nas articulações ou na coluna — que costumam doer já no primeiro passo ou piorar com a mudança de postura —, a dor arterial é causada por falta de oxigênio (isquemia) nos músculos em movimento.
Em repouso, o pouco fluxo que passa pelas artérias estreitadas por placas de gordura é suficiente. No entanto, ao caminhar, a musculatura demanda 5 a 10 vezes mais sangue oxigenado. Como a artéria está entupida, o sangue não chega e o músculo "grita" em forma de dor intensa.
Quem corre maior risco?
A doença arterial periférica afeta principalmente:
- Fumantes ou ex-fumantes (o tabagismo é o principal agressor endotelial).
- Pessoas com diabetes (que afeta tanto as artérias quanto os nervos periféricos).
- Pacientes com hipertensão e colesterol alto não controlados.
- Pessoas com histórico de infarto prévio ou familiares com doença vascular.
Diagnóstico com Doppler Arterial
Na Cardo Clínica, realizamos o Doppler Arterial de Membros Inferiores. Esse exame identifica o ponto exato da obstrução nas artérias femoral, poplítea ou tibiais, calcula as velocidades de fluxo e define se o tratamento deve ser clínico medicamentoso, com exercícios supervisionados ou procedimentos endovasculares (angioplastia com balão ou stent).
Sente dor nas pernas ao caminhar?
Não confunda dor circulatória com cansaço comum. Agende sua avaliação arterial com o Dr. João Cardoso Neto.